Hoje, 15/05/2010, tive o privilégio de participar de uma iniciativa que merece ser divulgada: Grupo Cultural Silvio Santos, Oficina de Teatro, onde a peça “O Poeta e as Andorinhas” é encenada. O trabalho, desenvolvido com incentivos das leis municipais e empresas patrocinadoras, tem a direção geral da empresária Cintia Abravanel. A apresentação é composta por quatro recortes de diferentes peças: “O Rouxinol e a Rosa”, “O Príncipe Feliz”, “O aniversário da Infanta” e o romance “O Retrato de Dorian Gray”, alinhavadas de forma brilhante pelo diretor.
O que essa peça tem a ver com este blog, que trata de assuntos relativos ao Espiritismo? Bastante, muito mais do que, numa primeira visão, poderíamos imaginar. A mesma traz momentos de muita magia, ternura, beleza de formas e figurinos, contudo, leva-nos à reflexão sobre assuntos que já tratamos aqui ou são importantes para o espírita: amizade, amor, beleza, verdade, mentira, felicidade, dentre outros. Temos a encenação magistral de várias andorinhas que têm a missão de mostrar ao público que é possível amar de forma desprendida; podemos ver a felicidade quando ajudamos àqueles que precisam, mesmo que isso implique no sacrifício. A envolvente interpretação de atores que mostram a adaptação da obra “O Retrato de Dorian Gray”, onde vê-se o jovem que com beleza incomum, não quer se tornar velho. Quantas vezes nos pegamos refletindo e temendo a velhice chegar?
O Espírito envelhece? Tem idade? Sim, um dia criado por Deus – na sua forma mais simples e sem conhecimentos – vai aos poucos se desenvolvendo, aprendendo, porém, no plano espiritual, onde não há a matéria, o tempo não tem a mesma dimensão ou forma de medida que temos quando encarnados. Na peça vemos um jovem, profundamente apaixonado, que precisa de uma rosa vermelha para provar seu amor a uma jovem. Para encontrar essa rosa ele conta com a ajuda de uma andorinha, a qual dá sua vida para a roseira gerar uma flor vermelha tal qual o sangue do pássaro. A prova de amor e sublimação dos interesses próprios que a andorinha representa servem para nossa reflexão: quanto nos doamos àqueles que amamos? Será que procuramos mostrar nosso amor ou queremos estabelecer um mecanismo de trocas? Eu te amo, mas você me faz isso e aquilo como prova de amor, também...
A maior prova de amor tivemos quando Jesus esteve conosco, apresentando seus ensinamentos, exemplificados com grande fervor. Embora não compreendido, levado à crucificação, nos seus últimos momentos deixou uma frase que a história jamais apagará: “perdoa Pai, eles não sabem o que fazem”. Era nosso irmão demonstrando amor, compreensão pela nossa restrita inteligência e desenvolvimento moral.
Fica aqui o convite para você assistir à peça, refletir como está em relação a esses sentimentos tão bem abordados nesse trabalho.
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