domingo, 8 de agosto de 2010

Espiritismo no Reino Unido – Parte final

Esta é a terceira e última parte da série Espiritismo no Reino Unido, escrita por nosso amigo Manuel Portásio, a quem agradecemos muito pelas palavras tão bem redigidas, estrutura bem construída, passando-nos a perfeita ideia dessa semente que ele e outros ajudam a plantar.


Hoje, já há outros grupos ministrando cursos como os nossos, baseando-se até em nossos programas, mas com um calendário próprio. Dessa forma, as pessoas passaram a frequentar mais os seus próprios grupos e passaram a ter opções de estudo. Como há grupos que abrem suas portas em cada dia da semana e em diferentes locais e zonas da cidade, ampliou-se sobremaneira a atividade espírita em Londres, principalmente nos últimos três anos. Obviamente, nada se compara aqui com o que acontece no Brasil, dadas as limitações acima expostas; mas para um movimento espírita ainda em formação, já foi dado um grande passo.
Muitos por aqui sonham com fazer Espiritismo “para ingleses”, na expectativa de que nossos irmãos, nativos desta grande ilha, venham a frequentar “em massa” os grupos espíritas existentes. Por isso até, alguns poucos grupos mantêm suas reuniões de estudos e palestras exclusivamente em inglês. Todavia, mantendo a sua tradição espiritualista, muito poucos são os nossos irmãos britânicos que frequentam as várias casas. Pode-se mesmo contá-los nos dedos.
Penso, na verdade, que nós, brasileiros, aqui em tarefa no momento, estamos ainda preparando o terreno para uma futura e mais promissora colheita. E acho, pelo que já assimilamos da realidade da cultura deste povo, que “os ingleses” que aparecerão em maior número nos grupos espíritas fundados por brasileiros, de passagem por estas terras, serão nossos filhos e netos que aqui nascendo ou frequentando as escolas locais, engrossarão a população nativa e, espelhados no exemplo de estudo e dedicação de seus pais, avós e tios à causa do Cristo, empunharão a bandeira do Espiritismo e farão com que a Doutrina se reinstale, agora em caráter definitivo, no Velho e combalido Mundo, tão defasado na sua mentalidade e valores.
Todos os anos têm vindo ao Reino Unido irmãos nossos do Brasil com a mensagem do Espiritismo para motivar os que aqui estão, no sentido de maior estudo da Doutrina e da prática do amor ao próximo nas suas tarefas na seara do Mestre. É assim que passam por aqui Divaldo Franco, Raul Teixeira e Fernando Espelho, sistematicamente, assim como outros vêm mais esporadicamente, mas todos contribuem para o crescimento do movimento espírita local.
As coisas que acontecem por aqui, em Londres principalmente, a cidade mais cosmopolita do mundo na atualidade, onde as mais diversas culturas se encontram e se mesclam à cultura milenar do povo britânico, mostram-nos que há muito por fazer. Mas, a tarefa é nossa e não podemos abdicar dela. Transformarmo-nos e melhorarmo-nos, antes de pretender transformar e melhorar os outros, é o nosso dever. Para isso temos a vantagem de já termos chegado ao Espiritismo e permanecido nele, manancial infinito de recursos e conhecimentos que se revela e que nos fortalecem e nos alegram.
“Maravilhosa doutrina”, disse Léon Denis, “que luariza de esperanças a noite de nossas vidas”... O Espiritismo deu sentido à nossa vida, impregnou-nos da verdadeira alegria de viver e deu-nos maior confiança na caminhada. É isso que procuramos transmitir àqueles que chegam até nós, no grupo espírita ou na sociedade, em São Paulo como em Londres, cidade que nos acolheu e nos ofereceu a oportunidade de prosseguir na tarefa com Jesus, contribuindo por nossa vez para o crescimento do seu movimento espírita, tanto quanto seja possível às nossas acanhadas condições.
Que o Mestre nos ilumine, nos inspire e reconheça em cada um de nós um de seus verdadeiros discípulos.


Aguardamos os comentários e novas propostas de textos para continuarmos a divulgação da Doutrina Espírita. Caso não tenhamos o motivador, concluiremos que teremos encerrado nosso trabalho.


Abraços

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