sábado, 5 de novembro de 2011

FATO OCORRIDO NO RJ – Sentado no Gazofilácio da vida - NA PRAÇA TIRADENTES


Amigos, mais um texto para reflexão do nosso Amigo Paulo:

"Estava sentado no banco da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, observando a pessoas que passavam rumo ao trabalho. As lojas estavam começando a abrir, para mais um novo dia. Lembrei naquele momento da passagem do Gazofilácio e percebi como é importante observar. De repente há uma grande explosão em um dos estabelecimentos comerciais do local. Estilhaços de vidros, concretos, mesas, cadeiras pessoas sendo arremessadas, de dentro para fora do estabelecimento a uma distância de aproximadamente 30 metros. Outras que passavam pelo local na hora da explosão também. Pessoas corriam para socorrer as vítimas, mas, nada mais poderia ser feito, alguns acabavam de desencarnar e os que sobreviveram eram amparadas. Todos ficavam distante do local temendo uma nova explosão. Logo chegaram bombeiros, ambulâncias e policiais assumiram a gerência da situação. Nós ficávamos a distância observando. Eu particularmente voltei a me sentar e comecei a pensar por que aconteceu aquela tragédia, que acabava de ceifar vidas. Mentalmente comecei então a tentar enquadrar em que parte do Espiritismo está contida aquela cena. O que faltou? Será que é resgate pessoal de cada vitima? Pensei: esta é uma maneira de nós, encarnados, escondermos as coisas,  jogarmos nas costas do destino ou da fatalidade. Estava na hora errada e no local errado, coitados. Mas aguçando mais o meu pensar, comecei a perceber que o fato estava ligado a Caridade.  Minha nossa! É  mesmo faltou “Caridade”.  Mas Caridade não é dar alguma coisa para quem precisa em todos os sentidos, palavra, comida, bens materiais, roupas, entre outras, engano nosso, pois tudo isto é obrigação. Reportando Cristo, ele diz: “Eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, tive necessidades de alojamento e me alojastes, estive nu e me vestistes, estive doente e me visitastes, estive na prisão e vistes de ver”. Disse ainda “amai-vos uns ao outros como eu vos amei”. Indo mais adiante, lembrei da afirmativa de Paulo de Tarso “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos Espiritos encarnados e mesmo a língua dos Espiritos sublimes se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante e um címbalo retumbante, e quando eu tivesse o dom de profecia, penetrasse em todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas, quando tivesse ainda toda a fé possível, até transportar as montanhas, se não tivesse caridade eu nada seria.” Podemos perceber então que Caridade nada mais é do que cada um fazer a sua parte com perfeição, tendo plena consciência de que tudo o que fazemos sai de nós e vai refletir no outro.
No caso, acima, faltou Caridade:
1º - No local não podia ser instalado estabelecimento que utilize gás em sua atividade, ou seja, a construção não tinha condições para abrigar este tipo de estabelecimento, mas foi alugado assim mesmo.

2º - Se o imóvel fisicamente não tem condições de uso para estabelecimento que utilize gás, como pode receber autorização para funcionar precariamente até que regularize a situação. Isto vem acontecendo desde 2008 e valido por seis meses. Fazendo as contas temos 4 anos ou 1.460 dias ou 35.040 horas de perigo de uma explosão. Foi uma bomba relógio sem data e hora para explodir.

3º. – Na instalação do sistema faltou o instalador dizer que não faço este serviço, é uma bomba que vai explodir mais tarde, pois o local é fechado.   

Quantos Espíritos envolvidos, no fato acima, por que pensaram assim?
Não sou eu que vou usar, não é problema meu, o importante é eu vender o meu produto, eu dei a ordem e pronto. Eu conheço uma pessoa importante, que vai influenciar o autorizador para que você receba o alvará provisório mesmo que o imóvel não tenha condições e assim você vai levando a vida ganhando o seu. Lembremos também da ação de nossas atitudes e da reação que vamos receber."

Paulo Oleski escreveu 23/10/2011 às 8:30 hs.

O que você tem a dizer? Quantas vezes ouviu dizer: "nossa, coitados, que azar não?"

Abraços

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