quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011, tudo será melhor - SERÁ?

Não quero ser o "desmancha prazeres", ou visto como "negativo", "pessimista". Nesta época do ano esperanças se renovam, temos a impressão que tudo acontecerá como num passe de mágica na noite do dia 31. Quase como um "Hocus Pocus" (abracadabra). Sei que muitos de nós estamos, definitivamente, imbuídos de boas intenções e sentimentos, espalhamos mensagens de reflexão, incentivo, amor, brincadeiras, dentre tantas outras.
Contudo, quero provocar a reflexão para que possa me sentir "menos devedor", com alguma parte da "missão cumprida" e até mesmo pensar melhor no que vou fazer dentro de algumas horas, já em 2011.
Independentemente da sua crença religiosa, acreditando num Deus único, soberano e supremo, podemos subentender seus atributos: justiça e bondade absolutas, dentre tantos outros. Partindo-se desse princípio de um Deus absolutamente justo, não podemos cogitar auferir vantagens ou lucros para os quais não tenhamos méritos, ou, por outro lado, sofrer penalidades que não tenhamos algum merecimento ou propósito. Sendo assim, o que esperar para 2011? Como será o ano que se aproxima? Precisamos consultar advinhos, médiuns?
Não, não precisamos de nada disso, mas apenas do exame de nossas consciências, reflexões a respeito do que fizemos em 2010. Qual foi nossa conduta no ano que está acabando? Fomos realmente honestos em todos os sentidos? Magoamos alguém? Roubamos alguém? Tiramos sentimentos de alguém? Ajudamos? Quantos? Poderíamos ter feito mais?
São tantas questões, mas que merecem respostas absolutamente precisas e honestas. Não responda sim pra tudo que aparece, quando a consciência diz "nem sempre", "talvez", "acho que não".
Procuramos acertar na maioria das vezes, mas sempre conseguimos? Claro que não, pois estamos aprendendo.
Portanto, o que esperar para 2011? Os resultados das plantações que fizemos desde que fomos criados por Deus até 2010, de uma forma ou de outra, teremos de colher, as coisas ruins, mas as boas também.
O que a virada do ano pode ajudar? Tudo que fazemos depende de energia, vontade, desprendimento.
Pois bem, vamos aproveitar tantos pensamentos positivos (energias), tanta vontade, desejos que temos e nos fortalecermos para iniciar o ano com pensamentos positivos, vislumbrando dias melhores, novas oportunidades, desafios que venceremos.
Esperar ganhar na megasena, esperar que as coisas caiam do céu sem merecimento, é pura inocência da nossa parte. Quem não faz por merecer, não receberá nada.
Vamos fazer nossa parte?
Feliz 2011. Que você possa absorver com galhardia as coisas ruins que aparecerem, transformá-las em boas oportunidades. Que valorize as coisas boas que surgirão, relembrando que são frutos de seu esforço e merecimento.
Abraços

sábado, 28 de agosto de 2010

Último Post !!!

Caros amigos,
Faz algum tempo lancei este BLOG com o objetivo de abrir espaço para discussão, troca de ideias, experiências, levantar dúvidas, dentre outras. Contudo, a tentativa não frutificou como imaginara!
Pouquíssimos comentários, nenhuma dúvida, nem ideias novas. Acredito que tenhamos de buscar outros mecanismos para dividirmos experiências, aprendermos ainda mais, uma vez que, pelo que entendi, a internet não respondeu muito bem!
Agradeço a todos que visitaram o BLOG, em especial o amigo Manuel, com o artigo sobre o Espiritismo no Reino Unido.
Abraços - até outro dia.

domingo, 8 de agosto de 2010

Espiritismo no Reino Unido – Parte final

Esta é a terceira e última parte da série Espiritismo no Reino Unido, escrita por nosso amigo Manuel Portásio, a quem agradecemos muito pelas palavras tão bem redigidas, estrutura bem construída, passando-nos a perfeita ideia dessa semente que ele e outros ajudam a plantar.


Hoje, já há outros grupos ministrando cursos como os nossos, baseando-se até em nossos programas, mas com um calendário próprio. Dessa forma, as pessoas passaram a frequentar mais os seus próprios grupos e passaram a ter opções de estudo. Como há grupos que abrem suas portas em cada dia da semana e em diferentes locais e zonas da cidade, ampliou-se sobremaneira a atividade espírita em Londres, principalmente nos últimos três anos. Obviamente, nada se compara aqui com o que acontece no Brasil, dadas as limitações acima expostas; mas para um movimento espírita ainda em formação, já foi dado um grande passo.
Muitos por aqui sonham com fazer Espiritismo “para ingleses”, na expectativa de que nossos irmãos, nativos desta grande ilha, venham a frequentar “em massa” os grupos espíritas existentes. Por isso até, alguns poucos grupos mantêm suas reuniões de estudos e palestras exclusivamente em inglês. Todavia, mantendo a sua tradição espiritualista, muito poucos são os nossos irmãos britânicos que frequentam as várias casas. Pode-se mesmo contá-los nos dedos.
Penso, na verdade, que nós, brasileiros, aqui em tarefa no momento, estamos ainda preparando o terreno para uma futura e mais promissora colheita. E acho, pelo que já assimilamos da realidade da cultura deste povo, que “os ingleses” que aparecerão em maior número nos grupos espíritas fundados por brasileiros, de passagem por estas terras, serão nossos filhos e netos que aqui nascendo ou frequentando as escolas locais, engrossarão a população nativa e, espelhados no exemplo de estudo e dedicação de seus pais, avós e tios à causa do Cristo, empunharão a bandeira do Espiritismo e farão com que a Doutrina se reinstale, agora em caráter definitivo, no Velho e combalido Mundo, tão defasado na sua mentalidade e valores.
Todos os anos têm vindo ao Reino Unido irmãos nossos do Brasil com a mensagem do Espiritismo para motivar os que aqui estão, no sentido de maior estudo da Doutrina e da prática do amor ao próximo nas suas tarefas na seara do Mestre. É assim que passam por aqui Divaldo Franco, Raul Teixeira e Fernando Espelho, sistematicamente, assim como outros vêm mais esporadicamente, mas todos contribuem para o crescimento do movimento espírita local.
As coisas que acontecem por aqui, em Londres principalmente, a cidade mais cosmopolita do mundo na atualidade, onde as mais diversas culturas se encontram e se mesclam à cultura milenar do povo britânico, mostram-nos que há muito por fazer. Mas, a tarefa é nossa e não podemos abdicar dela. Transformarmo-nos e melhorarmo-nos, antes de pretender transformar e melhorar os outros, é o nosso dever. Para isso temos a vantagem de já termos chegado ao Espiritismo e permanecido nele, manancial infinito de recursos e conhecimentos que se revela e que nos fortalecem e nos alegram.
“Maravilhosa doutrina”, disse Léon Denis, “que luariza de esperanças a noite de nossas vidas”... O Espiritismo deu sentido à nossa vida, impregnou-nos da verdadeira alegria de viver e deu-nos maior confiança na caminhada. É isso que procuramos transmitir àqueles que chegam até nós, no grupo espírita ou na sociedade, em São Paulo como em Londres, cidade que nos acolheu e nos ofereceu a oportunidade de prosseguir na tarefa com Jesus, contribuindo por nossa vez para o crescimento do seu movimento espírita, tanto quanto seja possível às nossas acanhadas condições.
Que o Mestre nos ilumine, nos inspire e reconheça em cada um de nós um de seus verdadeiros discípulos.


Aguardamos os comentários e novas propostas de textos para continuarmos a divulgação da Doutrina Espírita. Caso não tenhamos o motivador, concluiremos que teremos encerrado nosso trabalho.


Abraços

sábado, 17 de julho de 2010

O Espiritismo no Reino Unido - Parte 2

Continuando com o artigo do nosso amigo Manuel Portásio:


O Espiritismo na Grã-Bretanha tem crescido gradativamente graças ao esforço e perseverança de uns poucos. Nenhum grupo possui sede própria; todos se reúnem em salas alugadas, e os aluguéis por aqui, mormente em Londres, não são baratos. Por isso também, a maioria dos grupos reúne-se apenas uma vez por semana, em encontros que têm no máximo três horas de duração. A frequência de público também é pequena, sendo em média de 30 a 40 pessoas por reunião, nos grupos mais antigos e maiores. E desse público, um número mínimo é de pessoas de língua inglesa. Por isso, em alguns grupos, há reuniões em português e em inglês, separadamente.
O grupo em que trabalhamos é o Solidarity Spiritist Group, formado nos idos de 1997. É um dos grupos mais frequentados de Londres, recebendo uma média de público de 60 a 70 pessoas por semana. Ele se reúne num dos prédios mais antigos do grupo espiritualista Os Quakers, o qual lhes pertence há cerca de 300 anos. Aliás, vários dos grupos espíritas do Reino Unido reúnem-se em prédios dos Quakers. Este fica na zona sul de Londres, no bairro de Wandsworth. As reuniões públicas do Solidarity acontecem às quintas-feiras, no horário das 18:45 às 20:00. Inicialmente, e durante 45 minutos, há o estudo sequencial de O Livro dos Espíritos, do qual todos os presentes podem participar. A seguir, por 15 minutos, há uma palestra evangélica, preparatória para o passe, que é a última parte da reunião. Uma vez por mês, na última quinta-feira, realiza-se uma palestra pública, com um expositor convidado, ao invés do estudo referido.
Desde que viemos para Londres, em 2005, criamos os cursos doutrinários, baseados no método FEESP, com adoção inclusive de alguns dos livros-textos utilizados na sua Área de Ensino. O primeiro curso a ser dado foi o de Educação Mediúnica, de 2 anos, para atender às necessidades prementes de um grupo de trabalhadores das várias Casas Espíritas existentes à época. O curso teve inicialmente 40 alunos matriculados, dos quais 28 o concluíram. Em 2006, sentindo a necessidade de ampliar as opções de estudo sistematizado para os frequentadores dos grupos, criamos o Curso Introdutório de Estudo do Espiritismo, e passamos a dá-lo às quartas-feiras. Ao terminar a primeira turma de Educação Mediúnica, continuamos dando cursos anuais para aqueles mesmos alunos e outros que foram chegando ao grupo.
Foi assim que chegamos ao sexto ano de ensino, já tendo dado os cursos de Educação Mediúnica (2005-2006), já citado, de Aprendizes do Evangelho (2007), de Ciência Espírita (temas da Ciência à luz do Espiritismo, 2008), de Filosofia Espírita (2009) e de Pedagogia Espírita (em andamento), às quintas-feiras, após as reuniões públicas. Há também, simultaneamente, um Curso Mediúnico criado mais recentemente, dado em língua inglesa, para um pequeno grupo, na própria quinta-feira. Nas quartas-feiras, damos o Curso de Educação Mediúnica, para os alunos que fizeram o Curso Introdutório, e continuamos com este para as novas turmas que chegam. Nestes cinco anos de atividades pedagógicas, já tivemos mais de 200 alunos inscritos em nossos cursos, o que é fantástico para a realidade de Londres e Reino Unido em geral.
Com a criação do Depto. de Ensino da Casa, e o aumento da frequência de público nas reuniões públicas das quintas-feiras, incentivamos o crescimento da Livraria e Biblioteca do Grupo, sugerindo a compra de muitos títulos, de vez que antes se dava pouca atenção a esse setor da Casa. Assim, os frequentadores passaram a ter várias opções de livros para compra, como também incrementou-se a prática de empréstimo de livros usados, atendendo a um público maior.
Temos também um website: www.solidarityspiritistgroup.org, que pode oferecer mais informações a respeito do grupo, embora ainda não esteja totalmente terminado.
O que se pode esperar para o futuro do Espiritismo no Reino Unido em face da realidade atual? Terá a Doutrina Espírita o seu lugar garantido no seio do espiritualismo britânico? Vejamos na sequência a conclusão desta matéria.

Este artigo será concluído na próxima postagem.

domingo, 4 de julho de 2010

O Espiritismo no Reino Unido - Parte 1

Quero compartilhar com todos a minha alegria de iniciar este tema, O Espiritismo no Reino Unido. Trata-se de um momento de pesquisa, reflexão, aprendizado, mas, acima de tudo, de felicidade.
Explico porque: faz vários anos conheço do Manuel Portásio, um espírita de valor inestimável, um homem diferenciado, mas um amigo inesquecível. Conheci-o quando era diretor do curso Preparatório de Espiritismo, na FEESP. Depois tive o privilégio de dar aulas para duas turmas por dois anos; aprendi demais!
Os dias se passaram, os caminhos foram diferentes, mas o pensamento e a ligação se mantiveram. O Manuel foi viver na Europa, onde constituiu nova família e começou a distribuir novas sementes. Claro, um espírita com o seu potencial não se conformaria em alguns contatos com espíritas ou com a Doutrina. Engajou-se num trabalho maravilhoso, importante e necessário de divulgar o Espiritismo pelo Reino Unido.
Algum tempo atrás, pedi que ele escrevesse como é a prática/divulgação do espiritismo no Reino Unido. Ele nos brindou com um texto muito interessante, escrito com perfeição, o qual passo a publicar a partir de hoje, em três partes.
Se você quiser comentar, acrescentar perguntas ao tema, será muito bom para todos. Se tiver experiências interessantes, podemos planejar outros textos  para contar as suas.
Vamos saborear essas letras que nosso amigo Manuel Portásio nos ofereceu:


Quando nos referimos ao Espiritismo no Reino Unido estamos falando mais propriamente dos dias atuais. No passado, existiram aqui grandes médiuns, como grandes cientistas que estudaram médiuns e mediunidade. Arthur Conan Doyle nos fala desse tempo em sua obra de referência, “The History of Spiritualism”, traduzida para o português por Julio Abreu Filho, sob o título “História do Espiritismo”. É assim que ele, que também foi um grande médium, nos fala de Mrs. Hayden, de Sir William Crookes, extraordinário cientista e pesquisador, do Rev. Stainton Moses, de Daniel Dunglas Home, talvez o maior médium que já passou por aqui, do Dr. Alfred Russel Wallace, de Sir Oliver Lodge, Madame d’Esperance e até mesmo da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, que existe até hoje e que no início foi dirigida por grandes cientistas e homens ligados ao estudo dos fenômenos mediúnicos.
Após a desencarnação do também criador de Sherlock Holmes, em 1930, contudo, o Espiritismo na Inglaterra, assim como na França e em toda a Europa, parece ter entrado num verdadeiro estado de hibernação. Somente em 1983, ou seja, mais de 50 anos depois, o movimento espiritualista britânico renasceria, agora em bases verdadeiramente espíritas, graças ao idealismo e à determinação da Sra. Janet Duncan, que fundou o “Allan Kardec Study Group-UK”, instituição sediada na zona norte de Londres, no bairro de Walthamstow, onde as reuniões são realizadas na língua inglesa, às segundas-feiras à noite.
Na década de 1990, surgiram os primeiros grupos fundados por brasileiros aqui residentes, a começar pelo Fraternity Spiritist Group, dirigido por Elizabeth Stevenson (brasileira, apesar do nome), vindo depois o Solidarity Spiritist Group, dirigido por Maria Gomes, o Sir William Crookes Spiritist Society, dirigido por Ivonete Jessamy, o Spiritist Psychological Society, dirigido por Evanise Zwirtes, o Bezerra de Menezes Spiritist Group, dirigido por Marlene Marques, o Pathway to Light, dirigido por Zenilde O’Donnell, o Sir Arthur Conan Doyle Spiritist Society, dirigido por Emília F. da Silva, e outros grupos mais recentes, contando-se em cerca de 20 grupos. Notaram que todos os grupos são dirigidos por mulheres? Que coisa, não!...
Em 1994, surgiu aqui em Londres também a BUSS – British Union of Spiritist Societies, dirigida atualmente por Elsa Rossi. A BUSS é uma entidade com o caráter de uma federação, que procura dar apoio aos grupos espíritas, situando-os no movimento espírita britânico. Ela está atrelada ao CEI – Conselho Espírita Internacional e tem realizado alguns eventos com o intuito de extender o Espiritismo a um grupo maior de pessoas, mesmo aqueles que não frequentam o meio espírita local, inclusive aos nossos irmãos ingleses. O site da BUSS é: www.buss.org.uk, onde se pode encontrar mais informações sobre os diversos grupos espíritas existentes atualmente no Reino Unido.
Mas, e hoje em dia, o que está acontecendo? Tem surgido grupos novos? Quem frequenta os grupos espíritas do Reino Unido? O que já se pode oferecer àqueles que comparecem às Casas Espíritas? Como é a dinâmica de trabalho aqui? É o que veremos na segunda parte desta narrativa.

Este artigo continuará em breve. Acompanhe. Abraços

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Convite: Palestra Pública em 04 de julho

Amigos,
Gostaria de convidá-los para assistir à palestra pública que darei no próximo dia 4 de julho, 10 horas, na Federação Espírita do Estado de São Paulo, situada à Rua Maria Paula, 140, Bela Vista.
O tema escolhido: Qual seria a verdadeira propriedade?
A proposta do tema é uma reflexão sobre nossos valores materiais e espirituais; o que levamos para a vida espiritual e como nos preparar, ainda melhor, para os dias futuros. Baseada nos ensinamentos de Jesus, quando nos fala sobre "a verdadeira propriedade", a palestra proporá uma revisão dos nossos valores, mostrará medidas práticas para, efetivamente, "construirmos nossa verdadeira propriedade".
Mapa do local: AQUI

terça-feira, 8 de junho de 2010

O Espiritismo não faz milagres

Prezados, esta publicação tem dois objetivos:
1. Abrir o assunto para discussão: Há milagres? Deus faz milagres? Jesus fez milagres?
2. Apresentar material a respeito do tema, em complemento à aula ministrada na Federação Espírita do Estado de São Paulo em 07/junho/2010.

Aproveitem o material, façam comentários.

Abraços


sábado, 15 de maio de 2010

O Poeta e as Andorinhas

Hoje, 15/05/2010, tive o privilégio de participar de uma iniciativa que merece ser divulgada: Grupo Cultural Silvio Santos, Oficina de Teatro, onde a peça “O Poeta e as Andorinhas” é encenada. O trabalho, desenvolvido com incentivos das leis municipais e empresas patrocinadoras, tem a direção geral da empresária Cintia Abravanel. A apresentação é composta por quatro recortes de diferentes peças: “O Rouxinol e a Rosa”, “O Príncipe Feliz”, “O aniversário da Infanta” e o romance “O Retrato de Dorian Gray”, alinhavadas de forma brilhante pelo diretor.
O que essa peça tem a ver com este blog, que trata de assuntos relativos ao Espiritismo? Bastante, muito mais do que, numa primeira visão, poderíamos imaginar. A mesma traz momentos de muita magia, ternura, beleza de formas e figurinos, contudo, leva-nos à reflexão sobre assuntos que já tratamos aqui ou são importantes para o espírita: amizade, amor, beleza, verdade, mentira, felicidade, dentre outros. Temos a encenação magistral de várias andorinhas que têm a missão de mostrar ao público que é possível amar de forma desprendida; podemos ver a felicidade quando ajudamos àqueles que precisam, mesmo que isso implique no sacrifício. A envolvente interpretação de atores que mostram a adaptação da obra “O Retrato de Dorian Gray”, onde vê-se o jovem que com beleza incomum, não quer se tornar velho. Quantas vezes nos pegamos refletindo e temendo a velhice chegar?
O Espírito envelhece? Tem idade? Sim, um dia criado por Deus – na sua forma mais simples e sem conhecimentos – vai aos poucos se desenvolvendo, aprendendo, porém, no plano espiritual, onde não há a matéria, o tempo não tem a mesma dimensão ou forma de medida que temos quando encarnados. Na peça vemos um jovem, profundamente apaixonado, que precisa de uma rosa vermelha para provar seu amor a uma jovem. Para encontrar essa rosa ele conta com a ajuda de uma andorinha, a qual dá sua vida para a roseira gerar uma flor vermelha tal qual o sangue do pássaro. A prova de amor e sublimação dos interesses próprios que a andorinha representa servem para nossa reflexão: quanto nos doamos àqueles que amamos? Será que procuramos mostrar nosso amor ou queremos estabelecer um mecanismo de trocas? Eu te amo, mas você me faz isso e aquilo como prova de amor, também...
A maior prova de amor tivemos quando Jesus esteve conosco, apresentando seus ensinamentos, exemplificados com grande fervor. Embora não compreendido, levado à crucificação, nos seus últimos momentos deixou uma frase que a história jamais apagará: “perdoa Pai, eles não sabem o que fazem”. Era nosso irmão demonstrando amor, compreensão pela nossa restrita inteligência e desenvolvimento moral.
Fica aqui o convite para você assistir à peça, refletir como está em relação a esses sentimentos tão bem abordados nesse trabalho.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quantas Mães Você Tem?

No próximo domingo comemoramos o dia das mães. Uma das datas mais importantes para o comércio brasileiro, perdendo apenas para o Natal. Qual o significado que esse dia deveria realmente ter? Claro que não tem nada a ver com comércio, presentes, lembranças caras e marcantes, mas sim com a pessoa mais importante de nossas vidas: mamãe. Todos temos de agradecer a Deus pela oportunidade da vida, pois sem a Sua permissão nada aconteceria, contudo, é através da mulher que encontramos a real oportunidade de voltar a este planeta, aprender, ensinar, rever amigos e inimigos, prazeres e dores, experiências que nos levarão a degraus mais altos da nossa escalada evolutiva. Sempre temos muito a agradecer à nossa mamãe, pois elas fazem por nós tudo que podem, o que têm ao seu alcance, com seus conhecimentos e recursos. Dentro da Doutrina Espírita podemos refletir sobre a relação de parentesco, pois, se hoje minha mamãe é uma pessoa, numa próxima encarnação será uma outra, e em outra será uma nova mulher, o que, na nossa limitada imaginação, nos levará a crer que, depois de dez reencarnações teremos, no plano espiritual, dez mães! Pois bem, e o que isso tem demais? Por que não podemos ter dez espíritos que nos tenham dado a oportunidade de reencarnar e a eles devemos o dom da vida na Terra? Nesse momento, ainda muito ligados aos laços consanguíneos da Terra, pensaremos: mas, enfim, terei no plano espiritual, dez mães? Na verdade, os laços que nos ligam na Terra, sejam eles como pais, irmãos, filhos, nada são quando chegamos ao mundo dos espíritos, uma vez que lá, o que vale é a bagagem moral, o conhecimento que temos, os amigos que fizemos, o amor que podemos dar e demonstrar. Se fomos filhos, pais, irmãos, homens, mulheres, amigos ou seja lá o que for, pouco importará; teremos de prestar contas a todos pelos nossos atos, pois, na espiritualidade não é possível esconder o que realmente somos, a realidade é visível a todos através da visão do espírito. Sem dúvida alguma, a maternidade tem absoluta importância para a vida; mostra-nos o caminho para a reencarnação, novos costumes, o amor, a família. Rendemos nossas mais sinceras homenagens a todas a mamães de todo o planeta, as encarnadas e as que já se foram; que Deus possa lhes dar o justo espaço e lenitivo, a recompensa acertada por papel tão nobre que aqui exerceram. Beijos a todas, em especial à minha, Dna Eveli.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Causas das Alegrias

Comumente buscamos saber as causas das nossas aflições, tristezas e dores. Pegamos o Evangelho Segundo o Espiritismo para ler um trecho e queremos o consolo para aquela dor que nos aflige tanto, a mágoa que não quer sair, sempre a tristeza que invade o peito...
O noticiário não ajuda: as manchetes entopem a visão de todos com cenas pesadas de: sangue, corrupção, violência, enfim, tristezas e dores, enfim, um leque de coisas ruins; as maiores mazelas que o Homem moderno consegue praticar. Tudo isso colabora para ampliar mágoas, angústias, sentimentos que super-dimensionam nossos problemas.
Isso mesmo, nossos problemas ficam maiores: acabamos por nos sentir imersos em tantas dores, somados às nossas próprias comoções e tristezas, vemos as aflições do mundo, as violências, as mentiras, a podridão moral, ao final do dia, nos sentimos num verdadeiro vale de lágrimas. Lembramos das nossas contas em atraso, das dívidas que ainda temos e não conseguimos pagar, do caos mal resolvido, dos inimigos declarados e dos ocultos, do emprego que não vem, ou do amor que não surge, ou do amor que já se foi.
Pegamos o jornal do dia: notícias que dão medo – catástrofes assolando o planeta, o país, a vergonha imperando, só destaques negativos, talvez uma ou outra notinha positiva, mas em letrinha miúda, não vamos ter tempo para ler.
Mas, será que não podemos encarar tudo isso sob outro aspecto? Não poderíamos ver a vida sob outra ótica ou com óculos que mostrassem o colorido real que há nela? Cores que existem de verdade, não uma pintura de mentira. Não quero ser enganado, quero ver uma coisa que existe também.
Jesus, o Mestre dos mestres, disse que a “felicidade não é deste mundo”, pois bem, mas não disse que não poderíamos ser felizes. Veja o “post” A Felicidade é deste Mundo Sim.
Onde estão as causas das alegrias? Há um trecho no Evangelho que diz que Deus permite que haja a noite para valorizarmos o dia, então, quando estamos saudáveis, é motivo de alegria? Quando estamos caminhando com as próprias pernas, temos motivos para comemorar? Quando podemos admirar a luz do dia, o colorido das flores podemos exaltar nossa existência? Quando podemos tocar as mãos da pessoa amada, apertar com força e dizer-lhe – eu te amo, seria uma razão de festejar?
Podemos pensar: Ah, mas isso eu faço sempre, nem percebo. Muitas vezes reclamo porque me doem as pernas ou meus olhos estão cansados.
Imaginemos se, por hipótese, Deus não mais me permitisse que eu fizesse tudo isso? Ele pode? Sabemos que sim, de acordo com nosso merecimento.
Muitos são os casos de jovens que, de uma hora para outra, por “bala perdida” ficam paraplégicos e tudo na vida se acaba! Antes eles tinham motivos de alegrias? De sobra! E não sabiam, não percebiam e, por conseguinte, não valorizavam. Quando isso acontece, e vemos o noticiário, apenas lamentamos a “sorte” ou melhor, a falta de “sorte”, dizendo, “puxa, que pena, e agora”, mas nos esquecemos de lembrar todo o tempo que aquela pessoa, ou aquele Espírito, teve para aproveitar a vida, os momentos de alegria e, talvez não o tenha feito de forma apropriada. Será que não estamos também da mesma forma, desperdiçando momentos de alegria?
No amor, ah esse amor que nos ataca de repente e não sabemos valorizar. A vida é cheia de surpresas, mas temos de fazer por merecer as surpresas boas, e Deus pode nos dar essas boas surpresas, basta plantarmos para depois colhermos. Todos os dias plantamos, e todos os dias colhemos. Amor é um sentimento sublime que devemos praticar sempre, até como forma de subsistir. Quando não o praticamos, sofremos e nem sabemos que estamos sofrendo por causa disso.
As vezes as causas das aflições podem estar na falta de amor ao próximo ou a si mesmo. Mas pode também estar na prática desse amor, na forma de executar os ensinamentos desse sentimento no dia a dia, como forma de praticar a lei de amor que o Mestre tanto ensinou.
Normalmente só damos valor a algo quando perdemos. Infelizmente, é comum um relacionamento acabar, para se dizer: puxa, ele era tão bom, ela era tão maravilhosa, eu a amava tanto, e agora se foi. Só descobri isso quando perdi. Isso acontece não só no amor, mas também com outras situações, como está no Evangelho que diz que temos a noite para valorizar o dia, dor para valorizar a saúde.
Como vimos, estamos vivendo em meio a tantos motivos de alegrias, tantos motivos para agradecer a Deus pela vida, pela saúde, pelo amor que temos, pelas pernas que nos locomovem, pela visão que nos orienta, pelos braços que nos ajudam, pelo trabalho, por tudo que temos, mas escolhemos alguns dos problemas que ainda temos para reclamar e pedir ajuda, nos fazer de coitados, baixar a cabeça e nos encostarmos. Olhar as coisas ruins da TV, dos jornais, da vida, dos seres humanos, parar para esperar uma solução ao invés de ajudar.
Não que tudo nas nossas vidas seja uma maravilha. Certamente pensamos: tenho isso e aquilo como problema, eu sei, também os tenho e não são pequenos, mas quero, hoje, render graças ao nosso Pai Maior, a esse Ser de infinita bondade de misericórdia, por tudo de bom que temos e não sabemos valorizar. Por tudo que temos, pela bondade da vida, temos tantas alegrias a agradecer, que acabamos nos esquecendo de valorizar. Hoje me sinto muito feliz por poder agradecer a Deus por tudo isso. Sentia-me envergonhado por esquecer de Lhe dizer, obrigado meu Deus pelas minhas pernas, pela visão, pela palavra, pelo emprego, pelos amigos, pelo amor, pela companheira, pelas filhas, pelos meus pais, pelos meus alunos, meus professores, e também meus inimigos.
Quantas alegrias e não as percebia, nem as valorizava, somente em momentos de perda me dava conta das conquistas. Quando o parente se vai, choramos sua perda, a tristeza bate, a dor nos assola, mas de nada adianta. Teríamos que aproveitar enquanto estávamos vivos e ao seu lado. Isso é alegria, viver ao seu lado.
No amor, ah no amor! As vezes temos de tudo junto à pessoa amada e não percebemos, mas quando não tivermos mais, descobrimos quanto falta ela nos faz!
Aproveitemos tudo que temos, porque um dia poderemos não ter mais e então teremos motivos para sentir aflição, mas agora, não temos todos esses motivos que imaginamos. Não temos uma vida cheia de martírios e decepções, de dores e sofrimentos como queremos pintar. A vida é bonita, é cheia de encantos, com alguns matizes de cinza, alguns tons mais escuros, é bem verdade, mas compete a nós torná-la colorida com a aquarela que Deus nos dá para pintar a existência que temos.
O que vocês acham desse ponto de vista? Têm mais alegrias ou aflições? Chegaram a fazer um balanço da vida? Qual foi o resultado? Aguardo seus comentários e opiniões.

terça-feira, 20 de abril de 2010

A Felicidade É deste Mundo Sim!

Por falar em felicidade, lembramos da passagem que Jesus diz que “a felicidade não é deste mundo”. Tantas vezes refletimos a respeito dessa colocação que podemos misturar nossos problemas, as provações, os aprendizados a que somos submetidos, com oportunidades de crescimento e momentos de maiores dificuldades. Se formos absolutamente justos, certamente o balanço de nossas vidas mostrará um saldo muito maior a favor dos momentos positivos, alegres, felizes, mas nem sempre valorizamos, pois fazem parte do cotidiano, nem ao menos damos o devido valor. Um exemplo: você está lendo este texto, pois bem, é porque sabe ler e tem a visão apropriada! Esquecemo-nos de que há milhões que não podem fazer o mesmo, enfrentado muitas restrições. Vamos aonde queremos, usando nossas próprias pernas, mas não nos lembramos que há muitos que dependem de outros para essa locomoção. Certa vez, ainda me lembro muito bem, passava por um período de recuperação de um problema de saúde, quando, deitado no sofá de casa, cheio de dores, ainda sob o efeito de um forte analgésico, pensei: nossa, como eu adoraria poder estar trabalhando agora... Lembrei-me que, por muitas vezes, reclamava do trabalho, das dificuldades, do trânsito, de tudo, mas quando tudo isso me foi retirado, descobri que tinha a felicidade de exercer minha profissão, mas não sabia que era feliz. Isso é um exemplo simplista que, se entendermos muito bem o que o Mestre de Nazaré ensinou, a felicidade pode ser sim deste mundo. Qual felicidade? Será que a felicidade plena? Onde está a felicidade? Ele mesmo, por outros ensinamentos, nos mostrou que a felicidade está onde a colocamos. Se eu colocar a felicidade no trabalho que tenho, serei feliz todos os dias atuando na minha profissão. Se, ao contrário, direcionar o foco de todas as minhas alegrias para algo que não tenho, passarei a mentalizar aquele objetivo, sofrer para alcança-lo, traçar metas e planos para conseguir chegar até ele, contudo, enquanto não atingi-lo, provavelmente ficarei infeliz. Essa obstinação poderá ser útil, desde que comedida, regrada, baseada em reais possibilidades de alcançar o objetivo. Servirá de impulso para nosso dia a dia. Todavia, se mirarmos em alvos muito difíceis, ou impossíveis de serem atingidos, ou até mesmo completamente desnecessários, só teremos desgastes, frustrações, infortúnios, tristezas, e, por que não, depressões descabidas por buscar uma felicidade que não é deste mundo.

Abraços. Aguardo seus comentários.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O que você sabe sobre o Espiritismo?

O que você sabe sobre o Espiritismo? Muitos de nós temos raízes em outras religiões, trazemos ainda conhecimentos e vivências arraigadas nos tradicionais cultos de religiões seculares. Quando nos deparamos com o Espiritismo, muitas vezes, sentimos falta de rituais, simbolismos, algumas "muletas" que poderiam parecer "facilitar" a nossa veiculação da .
O Espiritismo se baseia nos fundamentos do Espírito, ou seja, nada que estiver relacionado à matéria será necessário para a ligação com o plano espiritual. Sendo assim, vestimentas especiais, flores, animais, adornos, bebidas, entre outros, não são necessários para o mundo da espiritualidade, onde o que vale são as virtudes, os pensamentos positivos, enfim, como disse Jesus, "não é o que entra pela boca, mas sim o que sai da nossa boca" que interfere em nossas vidas. Por falar em "nossas vidas", o Espiritismo vem como um grande consolador, pois nos traz explicações para acontecimentos que não entendíamos, não eram explicados sob a luz da Ciência ou de outras religiões.
Por falar em "consolador" quem não passa por momentos de angústia, dores, tristezas? Nessas horas questionamos tudo o que sabemos, inclusive nossa fé. Podemos contar com os ensinamentos dos Espíritos Benfeitores para acalentar nossos corações? Teria, dentro da Doutrina Espírita, uma explicação que nos mostrasse o porquê desse sofrimento ou perturbação?
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V, encontramos as causas das aflições analisadas segundo a ótica da vida atual e de vidas passadas. Na verdade, podemos resumir essas análises, feitas por Allan Kardec, como analisadas sob a bondade e justiça de Deus.
Sendo Deus todo justiça e bondade absoluta, faria com que passássemos por problemas que não merecemos? sofreríamos angústias injustas? certamente que não. Portanto, tudo o que experimentamos, de bom ou de ruim, é fruto de nossa conduta. Como nos ensinou o Mestre Jesus, "a semeadura é livre, porém a colheita obrigatória". Vamos pensar nisso, entender como podemos nos melhorar, ao invés de reclamar pelas dores que sentimos, vamos ressaltar as maravilhas que temos: emprego, saúde, parentes, amigos, um país livre onde vivemos e tantas outras coisas boas as quais só damos valor quando perdemos.
Para nossas dores e momentos de infelicidade, voltemo-nos para Jesus, o amigo de todas as horas, oremos pedindo o apoio e discernimento nas escolhas corretas, para que possamos conseguir forças e vencer os obstáculos que se apresentam temporariamente em nossa vida.

Reflexão: nossa vida é feita de momentos distintos, é fato. Você considera que sua vida é feita de mais momentos felizes ou de mais momentos infelizes? Reflita sobre isso, coloque seu comentário. Abraços.